domingo, 28 de novembro de 2010

Darwin Deez: ótimo disco


LINK PARA DOWNLOAD:
http://www.megaupload.com/?d=GR3IC2IN

Até pouco tempo atrás Darwin Deez era apenas o guitarrista da Creaky Boards, aquela banda que quis processar o Coldplay por plágio, mas sua carreira musical começou aos 16 quando ele escrevia as músicas e as gravava em seu computador velho, com um microfone mediano tocando sua guitarra com quatro cordas e uma afinação secreta. Hoje, Darwin Deez, é o nome de sua banda, que conta com mais 8 integrantes, que variam em diferentes shows. É também conhecido por suas danças malucas e pelo seu visual exótico, além ter uma alta estatura, seus cabelos encaracolados e a faixinha na cabeça que são suas marcas.

Darwin Deez é assim um disco de, com contornos dançáveis guitarras rápidas e animadas, batida forte e contagiante, base eletrônica simples e elegante e boas doses de palminhas e lo-fi servem de camadas pra uma voz arrastada, quase amargurada cantar seus desejos amorosos. Algo como ‘sad songs for happy people’, que realmente funciona na pista.

Darwin Deez (o disco) aguarda assim, como todos nós a chegada de os dias ensolarado sendo perfeito para os dias de praia, com areia e cheiro de mar.

FONTE:
http://hardesthearts.blogspot.com/2010/07/darwin-deez-radar-detector-official.html

sábado, 27 de novembro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO Nº 356


1) AC/DC – YOU SHOOK ME ALL NIGHT LONG
2) BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB – BERLIN
3) RELESPÚBLICA – O CAMBURÃO (AO VIVO)
4) CAMISA DE VÊNUS – O PONTEIRO TÁ SUBINDO
5) VELHAS VIRGENS – UM HOMEM LINDO
6) WHITE STRIPES – THE HARDEST BUTTON TO BUTTON

7) SEX PISTOLS – GOD SAVE THE QUEEN
8) THE CLASH – ROCK THE CASBAH
9) CACHORRO GRANDE – HEY AMIGO
10) PARAFERNÁLIAS - CADILLAC
11) DISSONANTES – NO SEU LUGAR
12) PEARL JAM – GIVEN TO FLY
13) R.E.M. – NEAR WILD HEAVEN

14) LOBÃO – BLÁ BLÁ BLÁ EU TE AMO (ACÚSTICO)
15) CANASTRA - DIABO APAIXONADO
16) DESCENDENTS – I’M THE ONE
17) SYSTEM OF A DOWN – CHOP SUEY
18) OFFSPRING – GOTTA GET AWAY
19) SABONETES – NANANA
20) CHARME CHULO – NOVA ONDA CAIPIRA
21) SMASHING PUMPKINS – TODAY

22) BEADY EYE – BRING THE LIGHT
23) VAMPIRE WEEKEND – HOLIDAY
24) FORGOTTEN BOYS – QUINTA-FEIRA
25) ANACRÔNICA – DEUS E OS LOUCOS
26) PATO FU – SONÍFERA ILHA
27) KINGS OF LEON – BEACH SIDE
28) INTERPOL – OBSTACLE 1
29) VELVET UNDERGROUND – SWEET JANE

Lobão conta suas relações de drogas e música em autobiografia


Por MARCUS PRETO

Depois de receber do pai um soco na cara, Lobão começou a gritar para que saísse do quarto enquanto terminava de fazer as malas. Estava sendo expulso de casa.

O velho não saía. Avistou, então, os dois violões em cima da cama. Ainda pensou: "O preto ou o de nylon?". O de nylon. Pegou o instrumento e fez dele uma clava.

Deu com força na cabeça do pai repetidas vezes. O homem caiu no chão, arrastou-se para fora do quarto tentando fugir dos golpes, que continuavam. Apanhava em silêncio. Ensanguentado, conseguiu chegar à escada.

Em última tacada, o filho o empurra pelos degraus. Só sossegou porque não havia mais violão para continuar batendo. Em seguida, chamou a irmã: "Vamos sair deste hospício". Nunca mais voltou para casa. Tinha 19 anos.

Hoje, aos 53, o músico reúne histórias como essa --algumas ainda mais pesadas-- na volumosa autobiografia "Lobão - 50 Anos a Mil".

O livro foi escrito com o jornalista Claudio Tognolli. Enquanto o biografado ia fundo nas próprias lembranças, Tognolli fazia a pesquisa factual: compilava notícias publicadas nos últimos 30 anos, recolhia os inúmeros processos judiciais que Lobão teve de responder, entrevistava outros personagens.

O material jornalístico não se mistura às memórias, só as completa. Vem intercalado em capítulos à parte que, segundo Lobão, estão lá "pra ninguém dizer que sou louco e estou inventando história".

O leitor impaciente pode pular esses capítulos sem nenhum prejuízo da narrativa.

Mas é fato que, de tão extraordinárias, muitas das peripécias narradas parecem mesmo pura invenção.

Como o evento da primeira masturbação. Menino carola (pensava em ser padre), era fascinado pela figura do Jesus crucificado, "tinha tesão naquela sunguinha". Construiu, na oficina caseira do pai, uma cruz de seu próprio tamanho e arrastou-a nas costas até o quarto. Fez ali sua solitária estreia sexual.

Outro episódio inacreditável tem como cenário o velório do poeta Julio Barroso (1953-1984). Prestando "uma última homenagem" ao amigo e parceiro morto, Lobão e Cazuza cheiraram cada um uma carreira de cocaína sobre o tampo do caixão.

INDIANA JONES

Lobão conta que escreveu exatamente 871 páginas de memórias. Jogou fora dois terços delas na edição final.

"Eu me tratei como um personagem", diz. "No começo, estava seguindo um caminho mais existencialista. Depois, optei pela velocidade e intensidade. Como se eu fosse um Indiana Jones."

As aventuras do mocinho se confundem sempre com a do bandido. Incluem um período de três meses na cadeia, condenado por porte e consumo de drogas. E, após a saída da prisão, uma relação íntima com traficantes e outros marginais nos morros cariocas.

Há contos divertidos, como o dia em que ele e a irmã obrigaram a mãe a fumar maconha. Ou o golpe que deu na Blitz, uma de suas bandas, escondendo deles que ia sair em carreira solo só para aparecer junto da turma numa capa de revista.

Outros casos são trágicos. Somam-se crises de depressão, tentativas de suicídio dele (por overdose de Rivotril) e da mãe --que, por fim, conseguiu acabar com a própria vida e ainda deixou uma carta culpando ele, o filho.

"O livro inteiro sou eu morrendo muitas vezes, de várias maneiras", ele diz. "E depois, sempre, me reinventando."

É mais que isso. A partir de sua trajetória turbulenta, Lobão traça um painel daquela geração da música pop brasileira, construída e consagrada entre o final dos anos 1970 e meados dos 1980.

Percorrem o livro, entre tantos, Marina Lima, Ritchie, Cazuza, Lulu Santos, Evandro Mesquita, os Titãs, a Gang 90, Herbert Vianna.

Os desentendimentos com este último mereceram espaço generoso. Lobão coleciona uma série de histórias que, segundo ele, comprovam uma "obsessão" do líder dos Paralamas do Sucesso por sua pessoa --incluindo plágios e sabotagens.

"Lobão - 50 Anos a Mil" termina quando o cantor chega a São Paulo para morar, em 2008. É vida nova.

"O que mais me deixou orgulhoso é que o livro está bem escrito", diz. "Se, teoricamente, tudo o que eu contei ali fosse mentira, ele valeria como um bom romance."

50 ANOS A MIL
AUTORES Lobão e Claudio Tognolli
EDITORA Nova Fronteira
QUANTO R$ 59,90 (752 págs.)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Peter Hook vai regravar músicas do Joy Division com nova banda


O baixista Peter Hook anunciou que irá regravar músicas de sua ex-banda, Joy Division. As versões serão registradas com a ajuda de seu novo projeto, a banda The Light, com participação da ex-vocalista do Happy Mondays, Rowetta.

"Vamos fazer um EP só porque as versões com a Rowetta no vocal têm uma qualidade ótima", disse Hook.

Segundo o site "NME", as músicas que entrarão no EP são "Insight", "New Dawn Fades", "Atmosphere" e "Pictures", uma faixa composta pela banda em 1978, mas nunca lançada.

Ainda resgatando o Joy Division, Hook irá cair na estrada na próxima semana com sua nova banda tocando o clássico álbum "Unkown Pleasures", de 1979. Ele fará nove shows nos Estados Unidos.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/835966-peter-hook-vai-regravar-musicas-do-joy-division-com-nova-banda.shtml

Prodigy e Sex Pistols lideram lista de músicas mais polêmicas


A música "Smack My Bitch Up" da banda Prodigy foi eleita em uma votação na Inglaterra a música mais polêmica de todos os tempos.

A faixa de 1997 repete diversas vezes o verso "smack my bitch up" (espancar minha vadia, em tradução livre). Quando lançada, ela foi banida da rede BBC e a banda foi acusada de misoginia.

No segunda lugar da lista ficou o clássico punk "God Save the Queen", dos Sex Pistols, graças a versos como "deus salve a rainha / ela não é um ser humano". Em terceiro vem a sexualmente explícita "Relax" da banda Frankie Goes To Hollywood.

A lista foi escolhida em votação popular conduzida pela empresa PRS for Music. Confira abaixo as dez mais votadas:

Sex Pistols ficam em segundo lugar em votação da música mais polêmica de todos os tempos

1. The Prodigy - "Smack My Bitch Up"
2. The Sex Pistols - "God Save The Queen"
3. Frankie Goes To Hollywood - "Relax"
4. Eminem - "Kim"
5. Rage Against The Machine - "Killing In The Name"
6. The Shamen - "Ebeneezer Goode"
7. Ozzy Osbourne - "Suicide Solution"
8. Marilyn Manson - "Get You Gunn"
9. Slayer - "Angel Of Death"
10. XTC - "Dear God"

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/836554-prodigy-e-sex-pistols-lideram-lista-de-musicas-mais-polemicas.shtml

O Brasil não sabe mais fazer letra de música

Por ANDRÉ FORASTIERI

Foi uma temporada ouvindo velhos CDs de samba. Foi aquela coleção de CDs do Chico Buarque que está nas bancas e a repercussão do show do Paul McCartney. Dois criadores de melodias inesquecíveis sim, mas não estavam sozinhas. As letras de Chico, como as dos Beatles, marcaram suas gerações e sobrevivem ao tempo.

Vale pesquisa para ver se as letras do rock internacional hoje são piores ou melhores que as de antigamente. No Brasil, não tem polêmica: nossa música popular atual é dominada por rimas pobres, imagens pobres, ideias pobres. Por que as letras das músicas brasileiras de hoje são tão inferiores às de outros tempos?

Não se trata de nostalgia, mas de ter ouvido para ouvir ou olho para ler. Em caso de dúvida, sugiro visita ao site Vagalume, maior repositório de letras da internet. É de assustar. No pagode, no sertanejo, no forró, na MPB, no rock indie mais metido a besta - as letras são horríveis.

Chico, como McCartney, não começou pronto. A Banda não é Roda Viva, certo, mas a ambição estava lá. E sempre teve música chata e letra idiota, sim, mas até um passado recente dava para encontrar em todos os gêneros letras bem boladas, divertidas, bonitas.

Claro que ninguém vai a um show de Ivete Sangalo para ouvir letras inteligentes. Vai para pular, dançar, namorar. Mas Ivete - ou Claudia Leitte, ou Luan Santana, ou Jorge e Mateus, ou Charlie Brown Jr. - precisam de letras tão toscas e infantilizadas? Precisa sempre rimar “você” com “te querer” e “sonhar” com “te amar”?


Cresci com cantoras que não tinham nada a dizer. Por isso procuravam compositores com algo interessante a dizer e uma maneira musicalmente interessante de dizê-lo. Que seria das carreiras de Gal Costa ou Clara Nunes ou Elis Regina se tivessem se limitado a lê-lê-lê, ilariê, a massa, vamo pulá? Não tem um Aldir Blanc para ajudar nossas divas a cantar em português de gente e dizer alguma coisa?

É provável que em algum recanto deste país se esconda um letrista de primeira ou aquela banda de rock que eu tenho que conhecer, que é ótima e não sei o quê. Não se trata disso. O assunto aqui é música popular, música que faz sucesso. Nos antigamentes, tivemos canções que tinham letras simples, mas bem sacadas, bem-humoradas.

Pirata da Perna de Pau, Samba do Arnesto, Asa Branca... ou, para pegar minha temporada de adolescente, Romaria ou Pro Dia Nascer Feliz. Nenhuma obra-prima da literatura, mas dez mil pontos acima de qualquer coisa que você ouviu no rádio em 2010.

Will.I.Am, líder dos Black Eyed Peas, defende uma tese ousada sobre comunicação no mundo moderno. Diz que seu ideal é chegar a canções de uma nota só, e letras compostas exclusivamente de um refrão. Como a gente vive bombardeado de informação e estímulos, diz ele, a única maneira de atravessar todo este ruído e impactar as pessoas é sendo supersimples.

Pode ser uma explicação. Mas na gringa, mesmo no alto da Billboard, você encontra letras com alguma sofisticação - Love The Way You Lie, por exemplo. É chata que dói, e os guinchos de Rihanna doem nos tímpanos, mas Eminem tem ambição. Quer fazer muito sucesso e dizer alguma coisa. Não é demais.

Estou ranzinzando? Ficarei feliz de receber exemplos de boas letras nacionais de 2010. Mas de orelhada, minha sensação é: pioramos.

FONTE:
http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/11/25/o-brasil-nao-sabe-mais-fazer-letra-de-musica/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cantor Lou Reed irrita parte do público em apresentação


Por THALES DE MENEZES

Depois de uma hora e 20 minutos de barulho ininterrupto, o cantor e guitarrista norte-americano Lou Reed, 68, fez um bis inesperado para metade do público que permaneceu até o fim do show no Sesc Pinheiros, ontem. Ele tocou "I'll Be Your Mirror", do Velvet Underground.

Reed foi aplaudido por cerca de três minutos, e sem nenhum sinal de que voltaria, muita gente já havia saído do auditório quando ele reapareceu. O músico parece ter gostado do público brasileiro. Não há outros registros de bis dele nesta turnê e até um "obrigado" em português ele disse durante a apresentação.

O cantor fez show baseado no álbum "Metal Machine Music", de 1975, conhecido por músicas de sons distorcidos e sem voz. Ainda no início, cerca de 10% do público deixou o local --que estava lotado, com 1.100 pessoas.

Lou Reed faz show de uma hora e 20 minutos de barulho ininterrupto no Sesc Pinheiros
Reed permaneceu sentado com sua guitarra o tempo todo. Depois de 36 minutos do show começado, ele abriu a boca e cantou alguma coisa ininteligível. Com 50 minutos, quando a microfonia diminuiu, disse os versos em inglês "eu vejo através dos seus olhos, o que você está vendo?".

Dois músicos acompanham o guitarrista, um tocando saxofone e outro com teclados conectados a um computador.

Faltando dez minutos para acabar, cantou coisas guturais à maneira de um pajé indígena. No encerramento do show, deu dois toques em um bumbo e saiu do palco.