quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Stone Temple Pilots retorna em grande estilo


Uma das grandes bandas dos anos 90, o Stone Templo Pilots está de volta em 2010 com disco novo. O álbum, que leva só o nome do grupo, é o primeiro de inéditas em quase 10 anos. No tempo em que o grupo esteve separado, o vocalista-problema Scott Weiland cantou à frente do Velvet Revolver, aquela superbanda que também contava com Slash e Duff McKagan, ambos ex-Guns n' Roses.

O disco novo do Stone Temple Pilots não é de agora, agora. Mas, como eles estavam fazendo uns sonzinhos meia-boca nos últimos discos, não fui atrás dele na época do lançamento, em maio. Me arrependi: disco dos bons com a ótima "Between The Lines" abrindo a bolachinha.

Em tempo:

Do G1

O cantor Scott Weiland, vocalista da banda norte-americana Stone Temple Pilots, vai lançar uma autobiografia em março de 2011, informou a editora Scriber nesta terça-feira (14).

"Not dead & not for sale" narra a trajetória artística do cantor desde o circuito de clubes do sul da Califórnia, onde costumava se apresentar no fim dos anos 80, ao estrelato com o Stone Temple Pilots e o Velvet Revolver, banda formada por alguns dos ex-integrantes do Guns N' Roses.

O livro supostamente não poupará detalhes sobre a batalha de Weiland contra o abuso de substâncias, dentre as quais a heroína, que o levou a internações e à prisão algumas vezes nas duas últimas décadas.

O livro foi escrito junto com David Ritz, coautor do hit “Sexual healing”, de Marvin Gaye, além de colaborador de artistas como Ray Charles, B.B. King, Aretha Franklin, Etta James e Smokey Robinson.


LINK PARA O DISCO:
http://rapidshare.com/files/389217784/Stone_Temple_Pilots-Stone_Temple_Pilots__Deluxe_Edition_-2010-DOH.rar

01. Between The Lines (2:50)
02. Take A Load Off (3:11)
03. Huckleberry Crumble (3:10)
04. Hickory Dichotomy (3:22)
05. Dare If You Dare (4:29)
06. Cinnamon (3:33)
07. Hazy Daze (2:59)
08. Bagman (2:45)
09. Peacoat (3:29)
10. Fast As I Can (3:33)
11. First Kiss On Mars (3:03)
12. Maver (4:53)
13. Samba Nova (3:35)
14. Vasoline (Live from Chicago) (3:12)
15. Hickory Dichotomy (Live from Chicago) (3:20)
16. Between The Lines (Live from Chicago) (2:55)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A internet vai matar o produto cultural?


Por LUIZ CLÁUDIO OLIVEIRA

Havia tempos não tinha um prazer pegando um disco físico. Ôpa, ôpa, vamos esclarecer isso para que ninguém pense besteira. Estou me referindo ao disco físico. O prazer de ter um objeto de arte nas mãos e poder manuseá-lo. É que tenho baixado muita coisa da web e acabo ficando só com o registro digital, sem acesso ao produto material. Na semana passada, recebi o disco São Sons, da Música de Ruiz, dupla formada por Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz. Além do som, há também o contato tátil e visual muito importantes.

Quando baixamos os discos na internet e não nos preocupamos em fazer capas e encartes – porque muitas vezes eles não são disponibilizados e, em outras, a impressão caseira mata a qualidade artística da produção visual –, então nos sobra a essência do trabalho que é o som, um som comprimido, que exclui registros mais graves, que achata detalhes e tudo é revelado apenas em parte.

Mas um disco é mais do que o som. É uma produção mais completa. Envolve artes visuais, gráficas e literárias.

Ultimamente, a música praticamente deixou de ser um produto que tenha uma apresentação própria, casada com o disco. É uma discussão enorme, pois a crise da indústria mata essa forma de apresentação musical. É claro que a própria indústria tem grande parte de culpa (talvez a maior parte), mas não deixo de pensar que a internet, a chamada web 2.0, também tem culpa. Ao mesmo tempo em que possibilita o acesso maior à música, despreza o produto cultural e não apresenta muitas alternativas financeiras aos criadores, aos músicos. Sim, eu sei, repito que essa é uma discussão enorme, mas uma hora ou ou­­tra é preciso enfrentá-la.

Citei acima o disco do Música de Ruiz. É o segundo álbum da dupla, que me provocou esta re­­flexão. Sobre ele, escreverei em outra oportunidade o meu ponto de vista – não tive tempo de parar e ouvir com toda a atenção que ele merece. Fiquei mais encantado com o produto, que mistura disco com livro. Mas disso eu falo depois, ok? Agora fiquemos na discussão sobre a música como produto cultural que merece um tratamento acima do que a internet está oferecendo.

Vou citar como exemplo outro produto cultural que chega às mãos do público ouvinte e carente por estes dias. É a coleção do Chico Buarque, lançada pela Editora Abril. Está nas bancas e a cada semana vem um disco e um rico encarte falando sobre as músicas e os bastidores das gravações. Está na segunda semana. O primeiro foi vendido a R$ 7,90 e os demais a R$ 15 (R$ 14,90 para os mais precisos) e ao todo serão 20 discos-livros. Depois da coleção do Chico, já está previsto o lançamento da coleção do Tim Maia, nos mesmos moldes. Pois bem. Esse é um produto cultural. Na linguagem dos economistas, ele agrega valor. Não é tão descartável quanto a música digital, que está deixando de ser um produto cultural.

Essas reflexões tem a ver com o livro que estou lendo, muito interessante, que faz questionamentos sobre os rumos da internet, da web. O livro é Gadget – Você Não É um Aplicativo. Foi escrito por Jaron Lanier que, apesar da cara de hippie, é um engenheiro co­­nhecido como pai da realidade vir­­tual, ele trabalha na interface entre ciência da computação e a medicina, frequentou o Vale do Silício e, além de tudo, é músico. O livro, como ele mesmo explica desde a capa, “é um manifesto sobre como a tecnologia interage com nossa cultura”. De dentro do sistema, ele questiona os direcionamentos da internet. Faz críticas à web 2.0.

Vou destacar alguns trechos de suas reflexões sobre a internet e a cultura, bastante provocativos, para que possamos refletir – repito que é uma discussão enorme:

“Se escolhermos extrair a cultura [de dentro] do capitalismo enquanto o restante da vida continua capitalista, a cultura se transformará em uma favela.”

“Em 2008, parte da liderança do movimento da cultura livre começou a reconhecer o óbvio: que nem todos têm se beneficiado do movimento.”

“Depois de dez anos vendo tantas pessoas tentarem, temo que isso não funcionará para a grande maioria dos jornalistas, músicos, artistas e cineastas que estão no início de uma carreira só para cair no esquecimento devido ao nosso fracassado idealismo digital.”

“Chegou a hora de perguntarmos: estamos construindo a utopia digital para as pessoas ou para as máquinas? Se for para pessoas, temos um problema.”

FONTE:
http://www.gazetadopovo.com.br/blog/sobretudo/?id=1046846

Top 10 livros sobre música


Pegando uma carona no blog do jornalista André Barcinski:
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Parte 1: livros em Português


Sem ordem de preferência, dez ótimos livros sobre música disponíveis em Português. Amanhã publico a lista do meu Top 10 ainda não lançados no Brasil.

“Kurt Cobain – Fragmentos de uma Autobiografia”, de Marcelo Orozco (Conrad)
Se você gosta do Nirvana, está tudo aqui. Orozco comenta todas as músicas de Kurt Cobain e ajuda o leitor a entender a mente enigmática do ícone do grunge.

“Emissões Noturnas – Cadernos Radiofônicos de FM”, de Fabio Massari (Grinta)
Coletânea de entrevistas de FM no rádio, com uma penca de convidados internacionais. Uma trip nostálgica por um tempo que não existe mais, quando nossas rádios ainda se preocupavam em tocar boa música.

“Mate-me Por Favor”, de Legs McNeil e Gillian McCain (L&PM)
A história oral do punk nova-iorquino, num livro cheio de histórias picantes e histórias de picadas. Essencial.

“Anthony Kiedis – Scar Tissue”, de Anthony Kiedis (Ediouro)
Nunca curti muito o Chili Peppers, mas este livro é assombroso. Kiedis relata as descidas ao inferno de uma banda que, mesmo inspirada pela lassidão californiana, viveu sempre no limite. Drogas, orgias, pancadarias, tem de tudo.

“Carmen – Uma Biografia”, de Ruy Castro (Cia. Das Letras)
Uma das histórias mais tristes de nossa música. Ruy Castro coloca Carmen Miranda em seu devido lugar: como a inventora de um “modo brasileiro” de cantar.

“O Resto é Ruído”, de Alex Ross (Cia. Das Letras)
Ross, crítico de música da “New Yorker”, faz um paralelo entre a música clássica do século 20 e os grandes acontecimentos da época. Fantástico.

“John Lennon – A Vida”, de Philip Norman (Cia. das Letras)
Biografia extensa e detalhada, que apresenta uma visão pouco açucarada de Lennon. Yoko Ono rejeitou o livro, o que é um ótimo sinal.

“Não Devemos Nada a Você” (Ideal Records)
O alternativo do alternativo. O livro é uma coletânea de entrevistas da revista “Punk Planet”, ligada em música e ativismo social. Se algumas entrevistas são um pouco específicas, outras revelam ao leitor artistas bacanas como Steve Albini (Big Black, Shellac), Ian McKaye (Fugazi, Minor Threat) e Kathleen Hanna (Bikini Kill, Le Tigre).

“Reações Psicóticas”, de Lester Bangs (Conrad)
Versão condensada do clássico de Bangs, “Psycothic Reactions and Carburetor Dung”. Bangs era o Hunter Thompson da crítica musical, um louco que escrevia com paixão na alma e anfetaminas na cabeça. Como introdução aos textos de Bangs, indispensável.

“Criaturas Flamejantes”, de Nick Tosches (Conrad)
Nick Tosches é Deus. Escreveu duas de minhas biografias favoritas, sobre Jerry Lee Lewis e Dean Martin. Em “Criaturas Flamejantes”, ele conta a história dos primórdios do rock, numa prosa que é tão selvagem e livre quanto os sons de Elvis e Chuck Berry. Uma coisa linda.

FONTE:
http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/

Holger lança primeiro álbum


Os paulistanos do Holger lançaram no último sábado (11) o seu primeiro e aguardado álbum. A expectativa era grande, depois do barulho bom que eles conseguiram com o EP de estreia, de dois anos atrás e que trazia as canções bacanas "War" e "Auction".

Com ideias interessantes para os clipes e melhores ainda para as músicas, o Holger faz ujm som experimental bem bacana. Para ser melhor, só falta eles cantarem em português. Mas, como volta e meia eles dão uns pulos lá nos States para fazer alguns shows, então deixa os meninos cantarem na língua do "the book is on the table".

Falando do novo disco, ele é bem bacana. Pena que o nome é bem ridículo: "Sunga". Nunca vi um pior...

LINK:
http://umquenaotenha.wordpress.com/2010/09/11/holger-sunga/

TRACKLIST:

Holger – Sunga (2010)

1. No Brakes
2. She Dances
3. Let’em Shine Below
4. Transfinite
5. Caribean Nights
6. Toothless Turtles
7. Beaver
8. Undesireble Regrets
9. Who Knows
10. Eagle
11. Geneçambique

terça-feira, 14 de setembro de 2010

The Walkmen de disco novo. Ebaaaaa!


"Lisbon" é o novo álbum dos novaiorquinos do Walkmen, sucessor de "You and Me", de 2008. Dizer que o Walkmen é uma super banda é contar uma mentira. Mas, apesar de não ser lá muito famoso, é um ótimo grupo. Acompanho desde o primeiro disco, de 2002. Na época, escrevi que soava como música de cabaré ou um inferninho dos anos 30, típicos dos filmes de Hollywood.

As gravações têm uma sonoridade única, em especial a bateria, que é gravada com microfones que devem estar posicionados em lugares bem incomuns. Além disso tem esse vocalista que canta como um Bob Dylan, só mais jovem e desesperado.

Ah, e nem pense em levar um disco do Walkmen para alguma festa. É deprê total. Ainda assim, uma banda com canções de uma beleza única. Pra quem gosta de ouvir coisas estranhas, colar os ouvidos no Walkmen é uma boa pedida. E pode começar pelo disco novo. É só mandar ver no link logo abaixo...

LINK:
http://www.fileserve.com/file/nQDcz4G

Senha:
http://www.avaxdownload.com

Superguidis: entrevista e resenha sobre novo disco


Já que postei ontem o link para download do último disco do Superguidis, segue aí uma resenha e uma entrevista com a banda. Vale a pena conferir...

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Textos e entrevista por Marcos Araújo (gentilmente cedidos por Portal RockPress)

De tempos em tempos aparece alguma banda pelo Brasil afora disposta a sacudir o marasmo do rock nacional. A maioria delas surge no minado terreno underground, sendo levada aos trancos e barrancos até ser descoberta por outra banda maior, muitas vezes tarde demais.

Nos anos 1990, muitas garagens tremeram com o som dos paulistas do Pin Ups, Mickey Junkies, Killing Chainsaw; os brasilienses Oz e Low Dream; e os cariocas Dash, Beach Lizards e Second Come. Todas cantando em inglês, afinal essa era a moda da época. Sem internet, sem celular, sem CD... Tempo das fitas demo, fanzines xerocados e correspondências através de cartas. Dessa leva, talvez o Second Come tenha sido a que mais conseguiu destaque e, provavelmente, a banda teria se transformado em um novo Nirvana ou Pixies tupiniquim não fosse o finado vocalista Fábio tão arredio.

Hoje já temos um cenário todo modificado: redes sociais, blogs, fotologs, orkuts, facebooks, formsprings, myspaces, youtubes da vida. E nada do sotaque da terrinha da rainha e dos pubs. Contudo, mesmo com todas essas “facilidades” para a autopromoção, temos a sensação de que existiam mais bandas na década passada. Para essa temática, rolaria até outra matéria...

O fato é que desde a época do Second Come não surgia uma banda nacional de rock que fosse tão legal ao ponto de levar uma “galera” pra sacudir nos shows como a Superguidis. Vale informar que o nome da banda foi criado a partir de uma gíria gaúcha para um par de tênis e ela vem de uma cidadezinha chamada Guaiba, que fica mais ou menos a 30 quilômetros de Porto Alegre.

"A tendência é de exigirmos cada vez mais de nós, tanto musical como profissionalmente. Estamos chegando na casa dos 30 anos, não temos mais idade para brincar de ter uma banda de rock"

A banda é formada por Andrio Maquenzi (voz e guitarra), Lucas Pocamacha (guitarra e voz), Diogo Macueidi (baixo) e Marco Pecker (bateria). Surgiu em 2003, quando lançou o EP O Véio Máximo, com influências de Guided By Voices, Weezer e Pavement. Em 2004 saiu mais um EP, Ainda Sem Nome, que no mesmo ano foi compilado no disco Pacotão junto com o EP do ano anterior. Somente em 2006 os meninos lançaram o primeiro petardo oficial, Superguidis, pela Senhor F.

A Superguidis firmou-se como uma das principais bandas do rock brasileiro com seu segundo disco, A Amarga Sinfonia do Superstar, lançado em meados de 2007, já com a produção de Philippe Seabra. O disco também foi lançado no exterior e consolidou o espaço conquistado com o primeiro álbum, confirmando o perfil de uma banda de carreira, com talento e fôlego autoral, além de abrir novos horizontes musicais e de público.

Depois de terem participado de praticamente todos os festivais nacionais – como o Humaitá Pra Peixe (RJ), Abril Pro Rock (PE), Porão do Rock (DF), MADA (RN), Bananada (GO), Calango (Cuiabá MT) – e também Argentina e Uruguai; além de ganharem resenhas positivas em veículos de peso no Brasil e Argentina mais um superelogio do guitarrista do Guided By Voices, a Superguidis lança agora o terceiro CD, volta de um novo festival em Buenos Aires e começa uma turnê nacional tocando em várias capitais brasileiras.

Ao vivo eles são melhores ainda. Com sua fábrica de hits e com uma energia incrível, costumam bombardear o público, que sabe todas as letras do início ao fim, entoadas com paixão e fúria. Taí uma banda maneira! Se você ainda não os assistiu ao vivo, não deixe de acompanhar a agenda dos caras para saber quando estarão próximo de você. Vida longa aos Guidis!

RESENHA

Lançar o terceiro CD é uma tarefa complicada. É quase uma obrigação de provar pra todo mundo que o som se consolidou. Ou, então, a hora certa de experimentar novos caminhos. Essa “obrigação” aumenta ainda mais quando se trata de um nome independente no cenário nacional, que teve o disco de estreia na lista dos melhores. Afinal, a banda é boa ou não é? Sobrevive ou não?

Superguidis, o álbum, foi gravado em Brasília, no estúdio de Philippe Seabra – que pela segunda vez, produziu o trabalho. Com 11 canções, o disco, lançado pelo selo Senhor F, foi mixado e masterizado nos Estados Unidos. Todo esse cuidado que a banda teve com a produção, com o som perfeito, a clareza dos instrumentos e os arranjos caprichados acabaram causando um estranhamento. O duelo de guitarras de Andrio e Lucas, que são a marca registrada do Superguidis, ficou meio apagado. E quem acompanha a história do quarteto, sabe que bandas 90s como Cell, Drop Nineteens, Come e Superchunk, com todas aquelas guitarras sujas e criativas, sempre estiveram presentes na sonoridade do grupo. Aliás, os pedais de efeito são criados artesanalmente pelo guitarrista Lucas. Em algumas canções elas reaparecem e aí se destacam. É só ouvir “As Camisetas”, “Não Fosse o Bom Humor” e “Quando Se é Vidraça”, que remetem ao bom Superguidis de antigamente.

Pode parecer clichê. Este terceiro álbum aponta para novos caminhos, mas ainda possui uma certa dúvida para qual estrada seguir, como se fosse um adolescente entrando para a fase adulta, com todas as suas aflições, lamentações e a angústia de estar em pé, seguindo um caminho sem deixar de olhar para trás. A sujeira e o esporro juvenil estão lá, mas também estão os novos arranjos intimistas com cordas e piano. Esse sentimento acaba sendo entregue em versos de duas canções: “Quero minha rotina de volta/ Já passei por mudanças demais” (“Nova Completa”) e “Aos meus amigos toda a acidez/ De um abraço embriagado/ E a simplicidade de quem tem/ Um par de tênis furado” (“Aos Meus Amigos”, a ótima – e quase épica – canção que fecha o disco).

Apesar destes vários caminhos e sonoridades, Superguidis é um bom disco. É sincero. Coisa rara de se ver e ouvir.

ENTREVISTA

O que mudou de 2003 pra cá na concepção da banda?
Marco Pecker (baterista): Mudou a nossa idade... (risos) E com ela tudo que nos envolve. Tínhamos 18 anos quando começamos, éramos inexperientes em relação a tudo e principalmente inexperientes como uma banda. Essa experiência só vem com a estrada. As bandas precisam ralar muito para darem o necessário valor a tudo que se conquista. Hoje temos uma noção muito maior do que queremos como banda e principalmente do que queremos com as músicas. Por isso o terceiro disco demorou tanto para ficar pronto, porque sabíamos claramente como cada música deveria soar. A tendência é de exigirmos cada vez mais de nós, tanto musical como profissionalmente. Estamos chegando na casa dos 30 anos, não temos mais idade para brincar de ter uma banda de rock.

Como foi o processo de criação para o novo disco?
Este trabalho é o amadurecimento de uma ideia de disco, com início, meio e fim. Tivemos tempo para pensar e compor ele, diferentemente dos outros discos que eram um apanhado das músicas que tínhamos prontas. A cara do disco começou a aparecer no estúdio, que fica aqui em casa. Começamos a gravar as músicas para a pré-produção e fomos brincando com samples de violinos, cellos, pianos. O resultado no começo foi estranho mas chamou nossa atenção, tanto que mantivemos isso e o resultado foram quatro músicas do disco utilizando estes experimentalismos nossos (risos). Claro que no disco são violinos e cellos de verdade, o sample ficou somente na demo. Quando chegamos em Brasília para gravar o disco já sabíamos exatamente o que queríamos. Isso nos poupou tempo e ao mesmo tempo nos deu mais confiança com as composições.

O som de vocês é bem calcado no som alternativo das “guitar bands” dos anos 90. Como é fazer indie rock em português?
Para nós é algo natural. Desde o começo sempre fizemos músicas em português. Nunca passou por nossa cabeça fazer diferente. Mas quem sabe um dia não gravamos um disco com versões em espanhol? Seria no mínimo divertido.

O que vocês têm ouvido ultimamente? Essas bandas acabam também de certa forma influenciando no som dos Guidis?
O que ando ouvindo muito, exaustivamente, sem parar, são os três últimos discos do Soundgarden (Badmotorfinger, Superunknown e Down On The Upside), que para mim são obras-primas dos anos 90. Com certeza isto influencia diretamente na composição das músicas, nossos três discos representam exatamente o que estávamos ouvindo em determinada época. Certamente nosso próximo CD será, pelo menos da minha parte, influenciado diretamente pelo Matt Cameron... (risos)

Como está o cenário alternativo em Porto Alegre? E os locais para tocar?
Porto Alegre está na entressafra. Bandas novas estão surgindo sempre, algumas com ideias muito boas, outras nem tanto, não citarei nenhuma banda porque certamente esquecerei de alguém que vai me cobrar depois... (risos) Mas o bom daqui é que você pode ir praticamente todos os dias da semana em qualquer bar que sempre terá uma banda legal se apresentando. O problema é o público. Acho que eles deveriam dar mais atenção para as novas bandas, sair para VER E OUVIR as bandas. As pessoas pagam para ouvir um DJ que vai tocar a música que elas poderiam ouvir diretamente no show da banda que elas não pagam para ir. Será que eu me fiz entender? (risos) É frustrante ver um DJ lotando uma casa mais do que uma banda. DJ qualquer um pode ser, agora sentar, criar uma música e fazê-la chegar aos ouvidos de uma pessoa que mora em Belém do Pará, como é o nosso caso... isso sim é o verdadeiro desafio! E locais para tocar sempre existem, mas nós costumamos achar que a grama do vizinho é mais verde que a nossa. Quando vamos para outros estados achamos que lá é melhor. E lá ouvimos as mesmas reclamações que fazemos aqui.

Recentemente vocês tocaram em Buenos Aires, em um festival. Como é a receptividade do público argentino? Como foram os shows por lá?
Esta foi nossa terceira vez em Buenos Aires e cada vez a receptividade é melhor! Fizemos três shows em cidades diferentes, San Miguel, Mar del Plata e Buenos Aires. Todos ótimos, mas o destaque principal foi o Festival Ciudad Emergente, em Buenos Aires, na Praça da Recoleta. Fomos a penúltima banda. Ou seja, tocamos antes da atração principal. Foi lindo ver a praça cheia e muitos dos argentinos cantarolando as músicas. Deixamos o palco felizes pra caramba! Saímos de lá com o convite para voltar ainda este ano. Nossa resposta é “SIM, voltaremos!”.

FONTE: http://www.mondobacana.com/musica-agosto-2010/superguidis.html

Strokes fazem primeiro show em casa após quatro anos


Os Strokes fizeram seu primeiro show juntos em Nova York, nos Estados Unidos, no último domingo, após quatro ano separados. O show marcou o aniversário de 25 anos da grife Tommy Hilfiger (o tiozinho aí da foto).

A banda abriu o show com a música "New York City Cops" e, em seguida, apresentou uma série de hits, como "Hard To Explain", "Last Nite" e "Someday".

O show aconteceu durante a semana de moda de Nova York, e contou com a presença de famosos como Jennifer Lopez, Kelly Osbourne e parte do elenco da série "Gossip Girl".

Assim como em todas as apresentações feitas após o retorno da banda, eles não tocaram nenhuma música nova. Os Strokes devem lançar um novo álbum em março do ano que vem.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/798020-strokes-fazem-seu-primeiro-show-em-casa-apos-quatro-anos.shtml