sábado, 11 de dezembro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO Nº 358


1) LED ZEPELLIN – ROCK AND ROLL
2) MILLENCOLIN - LOOZIN’ MUST
3) CACHORRO GRANDE – AGORA EU TÔ BEM LOUCO
4) ANACRÔNICA – ELES ME QUEREM ASSIM
5) PARAFERNÁLIAS – UM DIA EU
6) COLDPLAY – HARDEST PART
7) STEREOPHONICS – THE BARTENDER AND THE THIEF

8) IDENTIDADE – DANCE
9) GIOVANNI CARUSO E O ESCAMBAU – PROSTITUTA APAIXONADA
10) FOO FIGHTERS – BIG ME
11) IGGY POP – TO BELONG
12) B52’S – PRIVATE IDAHO
13) CANASTRA – MISS SIMPATIA
14) TITÃS – FLORES

15) BIDÊ OU BALDE – ME DEIXA DESAFINAR
16) CAMISA DE VÊNUS – RADINHO DE PILHA
17) RAMONES – CALIFORNIA SUN
18) RANCID – RUBY SOHO
19) GREEN DAY – WAITING
20) LOBÃO – ME CHAMA (ACÚSTICO)
21) RELESPÚBLICA – SOL EM ESTOCOLMO (AO VIVO)

22) THE KILLERS – READ MY MIND
23) THE CLASH – POLICE AND THIEVES
24) CHARME CHULO – NOVA ONDA CAIPIRA
25) DISSONANTES – NO SEU LUGAR
26) FAICHECLERES – ISSO NÃO É TÃO MAL ASSIM
27) ROLLING STONES – SHE’S A RAINBOW
28) JOHN LENNON – STAND BY ME

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon


DEUS

Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor
Falarei de novo
Deus é um conceito
Pelo qual medimos
Nossa dor
Eu não acredito em mágica
Eu não acredito em I-ching
Eu não acredito em Bíblia
Eu não acredito em tarô
Eu não acredito em Hitler
Eu não acredito em Jesus
Eu não acredito em Kennedy
Eu não acredito em Buda
Eu não acredito em Mantra
Eu não acredito em Gita
Eu não acredito em Ioga
Eu não acredito em reis
Eu não acredito em Elvis
Eu não acredito em Zimmerman
Eu não acredito em Beatles
Apenas acredito em mim
Yoko e eu
E essa é a realidade
O sonho acabou
O que posso dizer?
O sonho acabou
Ontem,
Eu era o tecedor de sonhos
Mas agora renasci.
Eu era a morsa,
Mas agora sou John.
Então queridos amigos,
Vocês precisam continuar
O sonho acabou

(John Lennon, na música "God")

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Liam Gallagher, os Beatles e os Stones


Liam Gallagher não está para brincadeira. Ele levou mesmo a sério a ideia de tocar o Oasis sem o irmão Noel. Sua banda, Beady Eye, lançará “Different Gear, Still Speeding” em formato físico dia 28 de fevereiro, acompanhado de um DVD bônus com três vídeos e um documentário. Na semana passada, o grupo anunciou uma série de shows na Europa em março, quase todos com ingressos esgotados.

“Different Gear, Still Speeding” terá 13 canções divididas entre Liam (5), Gem Archer (4) e Andy Bell (4). O álbum foi produzido por Steve Lillywhite, braço forte e mente brilhante por trás da produção de alguns dos álbuns mais conceituados do U2.

A capa é meio bizarra, mas por agora o que mais chama a atenção é o título da faixa 4: “Beatles and Stones”. Alô, Humberto Gessinger…

TRACKLIST

1. Four Letter Word
2. Millionaire
3. The Roller
4. Beatles And Stones
5. Wind Up Dream
6. Bring The Light
7. For Anyone
8. Kill For A Dream
9. Standing On The Edge Of The Noise
10. Wigwam
11. Three Ring Circus
12. The Beat Goes On
13. The Morning Son


FONTE:
www.lucioribeiro.com.br

Descubra os motivos para Keith Richards chamar Mick Jagger de "Brenda"


Bandas quase sempre possuem histórias de problemas em lidar com o ego de alguns de seus integrantes. Com os Rolling Stones não é diferente, afinal eles estão juntos há mais de 40 anos, mais tempo que os muitos casamentos deles.

Keith Richards conta em sua biografia, "Vida", que tem um sério problema em lidar com o ego inflando e o estrelismo de Mick Jagger. Em grande parte dos primeiros anos, o guitarrista esteve tão alucinado com as drogas que simplesmente deixou o controle do grupo nas mãos do vocalista.

Quando Richards conseguiu finalmente se livrar da heroína, decidiu que era o momento de tirar um pouco do peso da responsabilidade das costas de Jagger. Ao contrário do que imaginava, o amigo não gostou e ficou bastante bravo do outro querer tomar o seu lugar. Keith diz que Mick controlava a todos como marionetes e se imaginava o dono deles.

A relação seguiu estremecida desde então e os dois têm problemas de convivência. O músico conta que Jagger sobre da "síndrome do vocalista", ou seja, por toda a atenção que acaba recebendo, ele acredita ser mais importante que os outros integrantes.

Segundo Richards, ele não sabe dançar muito bem e sempre foi um tanto tímido, ainda assim conseguia colocar sua personalidade nas apresentações. Mas em algum momento ele deixou de ser ele mesmo e passou a ser um personagem de si mesmo, que faz o que os empresários exigem. Até aula de canto ele teve, mas quanto isso o guitarrista achou que foi a única coisa positiva.

O relacionamento conturbado entre eles fez com que Keith e os outros colocassem apelidos desagradáveis em Jagger. Veja no trecho abaixo porque eles o chamam de Brenda:

*
No começo dos anos 80, Mick começou a ficar insuportável. Foi quando ele se tornou Brenda, ou Sua Majestade, ou simplesmente Madame. Estávamos em Paris, novamente nos estúdios Pathé Marconi, em novembro e dezembro de 1982, trabalhando nas músicas do álbum Undercover. Fui até a WHSmith, uma livraria inglesa na Rue de Rivoli. Esqueci o título do livro, mas ali estava ele, um romance espalhafatoso escrito por Brenda Jagger. Ah, te peguei! De agora em diante, sabendo ou não, gostando ou não, você vai ser a Brenda. E ele com certeza não gostou nem um pouco. Mick levou séculos para descobrir. Nós ficávamos falando da "Brenda, aquela jararaca", e ele bem ali na sala, sem fazer a mínima ideia de que estávamos falando dele. Mas isso gera algo terrível, e é bem parecido com o modo como Mick e eu tratávamos Brian. Uma vez que você libera esse ácido, ele começa a corroer tudo.

Aquela situação era o ápice de uma série de coisas que vinham acontecendo há vários anos. O maior problema era que Mick tinha adquirido um desejo absoluto de controlar tudo. Na cabeça dele, havia Mick Jagger e os outros. Essa era a atitude que nós víamos nele. Por mais que ele tentasse, não conseguia parar de se esforçar para parecer o numero uno, pelo menos aos próprios olhos. Havia o mundo de Mick, que era um mundo de socialites, e o nosso mundo. Isso não funciona nada bem quando se está tentando manter uma banda unida, ou seus componentes felizes. Ó, céus! Depois de todos esses anos, o sucesso lhe tinha subido à cabeça! Ele ficou tão cheio de si que não havia mais nada. Os integrantes da banda tinham praticamente se tornado empregados, inclusive eu. Essa sempre foi a atitude dele com todo mundo, mas nunca com a banda. Quando a coisa chegou até nós, foi preciso dar um basta.

Um ego inflado é sempre algo difícil de se lidar numa banda, principalmente uma banda que está junta há muito tempo, que é bastante unida e que realmente tem como respaldo uma conduta íntegra, ainda que um tanto bizarra, pelo menos entre os integrantes. A banda é uma equipe. De certo modo, é algo bem democrático. As coisas têm que ser decididas por todo mundo - não tem esse negócio de alguém querer falar mais alto. Qualquer um que tente se elevar acima dos outros está se colocando numa posição perigosa. Charlie e eu revirávamos os olhos, como quem diz: "Você consegue acreditar numa coisa dessas?". E por algum tempo fomos aguentando, enquanto Mick tentava dominar tudo. Quando você para para pensar, nós já estávamos juntos havia uns vinte e cinco anos quando a merda voou no ventilador. A opinião geral é de que mais cedo ou mais tarde isso tinha que acontecer. É algo que acontece mais dia, menos dia com todas as bandas, e havia chegado a hora do teste. Será que nós conseguiríamos segurar essa?

*
Vida
Autor: Keith Richards
Editora: Globo
Páginas: 640
Quanto: R$ 49,90

sábado, 4 de dezembro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO Nº 357


1) WEEZER – MEMORIES
2) DARWIN DEEZ – CONSTELLATIONS
3) GIOVANNI CARUSO & OS ESCAMBAU – AMOR EM SI BEMOL
4) IDENTIDADE – A SÓS, SEM PUDOR
5) PÚBLICA – CANÇÃO DO EXÍLIO
6) RADIOHEAD – MY IRON LUNG
7) PEARL JAM – GREEN DISEASE

8) PARAFERNÁLIAS – JOSÉ
9) THE KINKS – LOLA
10) JET – SEVENTEEN
11) RAMONES – I DON’T WANT TO GROW UP
12) NEVILTON – VITORIOSO ADORMECIDO
13) PATO FU – SONÍFERA ILHA
14) PARAFERNÁLIAS – UM DIA EU

15) DAVID BOWIE – CHANGES
16) ROLLING STONES – 2000 MAN
17) BEATLES – RAIN
18) ANACRÔNICA – DEUS E OS LOUCOS
19) DISSONANTES – NO SEU LUGAR
20) CARTOLAS – PARTIDO EM FRANJA
21) FRANZ FERDINAND – TAKE ME OUT

22) AC/DC – MONEYTALKS
23) STROKES – JUICEBOX
24) NIRVANA – COME AS YOU ARE
25) RAIMUNDOS – EU QUERO VER O OCO
26) PARAFERNÁLIAS – COLÃ DE LÃ
27) LOBÃO – CORAÇÕES PSICODÉLICOS (ACÚSTICO)
28) RANCID – THE WARS END
29) BAD RELIGION – BEST FOR YOU

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Baterista do AC/DC é multado por posse de maconha


O baterista da banda de rock AC/DC, Phil Rudd, foi condenado por um tribunal da Nova Zelândia nesta quarta-feira a pagar uma multa pela posse de 27 gramas de maconha, o que pode causar-lhe problemas em turnês internacionais.

Rudd, de 56 anos, teve que pagar 250 dólares neozelandeses (US$ 185) por uma falta menor que, no entanto, pode prejudicar sua carreira ao vetar sua entrada em alguns países, indicou seu advogado à imprensa local.

"Não sou uma má pessoa", declarou o baterista australiano, cujo nome legal é Phillip Witschke.

Seu advogado, Tuck Craig, assinalou que Rudd, que em 2009 ganhou US$ 296 milhões em suas excursões com o AC/DC, não tem antecedentes penais e nos últimos meses viajou a trabalho a pelo menos 20 países.

"Ele viaja muito ao redor do mundo e, com esta falta menor, terá problemas em sua carreira", assinalou Craig.

A polícia encontrou a droga em 7 de outubro durante uma batida em uma festa organizada por Rudd na cidade de Tauranga, na costa leste da ilha do Norte, para onde o baterista se mudou recentemente.

O advogado assinalou que Rudd está arrependido, assume as responsabilidades e contribuiu com milhões de dólares à comunidade de Tauranga.

A Polícia, no entanto, se negou a retirar as acusações e a juíza Robyn Paterson disse no julgamento que o integrante do AC/DC, dada sua idade e sua carreira internacional, deveria ter consciência dos riscos causados pelas drogas.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/838853-baterista-do-acdc-e-multado-por-posse-de-maconha-na-nova-zelandia.shtml

Chega ao Brasil biografia de David Bowie


Chegou "Bowie - A Biografia", lançamento da editora Benvirá, sobre a trajetória do camaleão e ícone pop mundial David Bowie. São quase 500 páginas sobre a vida e a carreira do astro britânico de olho azul e castanho, com direito a 16 páginas apenas com fotografias histórias do músico de 63 anos.

O livro foi escrito por Marc Spitz, jornalista especializado em rock e cultura pop, que colabora com o jornal "The New York Times" e com as revistas "Spin", "Nylon", "Maxim" e "Uncut". Também publicou vários livros sobre o movimento punk e a cena inglesa dos anos 80, bem como a biografia sobre a banda Green Day.

Leia um trecho de "Bowie - A Biografia".

*

"Se Bowie fosse simplesmente declarado homossexual pelo jornalista em vez de ele mesmo afirmar "Sou gay e sempre fui, mesmo quando eu era David Jones", como fez, o artigo poderia não ter o mesmo impacto. E seu impacto, em termos relativos, foi sísmico; a história foi pega pelos tabloides muito além dos semanários musicais.

Não é a homossexualidade, mas a bissexualidade sem reservas que torna a história tão irresistível. Watts fala sobre a esposa de Bowie e o bebê. De forma similar, se Bowie não tivesse um material tão forte atrás de si, ninguém teria se importado. "Não despreza David Bowie como músico sério só porque ele gosta de nos provocar", Watts fortuitamente declara no texto. O objetivo da entrevista parece saber que seu novo material vai torná-lo um grande astro. "Vou ser famoso e é bem assustador de certa forma", ele conta a Watts, e então, para mostrar a blindagem de seu destino, anuncia: "Sou gay e sempre fui, mesmo quando era David Jones".

Aqueles que amavam rock'n'roll conheciam o nome David Bowie por causa da qualidade de suas novas músicas, mas aqueles que não gostavam também reconheceriam o nome David Bowie. Watts repara na "jovialidade" da declaração, mas também no seu poder. "Ele sabe que nestes tempos é permissível ser meio vulgar, chocar e ultrajar, que foi sempre o que o pop buscou fazer pela história, é um processo de demolição. E se não é um acinte, é, pelo menos, um espanto. A expressão de sua ambivalência sexual estabelece um jogo fascinante: ele é ou não? Num período de identidade sexual conflitante, ele astuciosamente explora a confusão em torno de masculino e feminino. Bowie conclui a entrevista com um esclarecimento: o vestido que ele usou na capa de "The man who sold the world" não era um vestido de mulher, mas de homem, e, mais genericamente: "Não sou ultrajante. Sou David Bowie".

Quarenta anos à frente, com a homossexualidade ainda como um jogo político, há uma força persistente no artifício de escondê-la. A coragem de assumi-la é levemente enfraquecida quando se sabe que Mick Ronson foi também encorajado a "sair do armário" e recusou. "Nessa ele ficou um pouco solitário", Suzi diz. "David falava para ele: 'Vamos, cara'. Quando saiu a "Melody Maker", a mãe de Mick ficou perplexa. 'Seu filho é uma bicha.' Ele recebeu muita bala por isso. Até minha mãe veio com o jornal, jogou-o longe e disse: 'O que é isso?'. Mas ele era um garoto humilde, do Norte. Foi pela música que Mick ficou. David queria ser uma dessas pessoas vanguardistas, acho que ele conseguiu. Mas suas músicas eram fabulosas."

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/839116-chega-biografia-de-david-bowie-leia-trecho-sobre-bissexualidade.shtml