sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Weezer me faz querer voltar lá


Por ANDRÉ FORASTIERI

Vários anos atrás, começo da tarde em Los Angeles - o amigo Pablo Miyazawa corre para ver um show secreto do Weezer, no topo da Virgin da Sunset Strip, loja de discos mega, nem existe mais.

Eu: por que a excitação? Weezer? Vai lá que eu vou para outro lado.

Bem, é geracional. Para uma turma de caras mais novos que eu, e mais sensíveis que eu, ou mais assumidos, Weezer dizia muito. Era rock, mas era rock de óculos, rock irônico, autocrítico, literário, geek.

Rivers Cuomo, líder e vocalista, é um ícone para muita gente esperta. Pablo, agora editor-chefe da Rolling Stone - e quem merece mais? - tinha bons argumentos.

Mas nunca ouvi um álbum. Peguei alguns vídeos, divertidinhos e só. Weezer: canções fáceis de lembrar e fáceis de esquecer.

Até essa. Trombei anteontem à noite na VH1. Quase chorei. A música, o sol californiano, skate na piscina, criançada brincando, o coro, a turma toda de Jackass zoando, Johnny, Stevo. Me bateu.

Tenho meus momentos de maria-mole, você não?

Fui checar a letra agora. Captura a melancolia intermitente que te assombra quando você assume os prazeres da responsabilidade.

Sem autopiedade, e com alguma esperança, de que todos precisamos, e mais ainda quando olhamos para trás.

Hei, Pablo, quero estar lá de volta, como faz? E aproveita e me explica: Cuomo melhorou com a idade, ou eu?


Memories

Pissing in plastic cups before we went on stage

Playing hackey sack back when Audioslave was still Rage

Watching all the freaky Dutch kids vomit then have sex

Listening to techno music on the bus while we earned our checks

Memories make me want to go back there, back there

All the memories make me want to go back there, back there

All the memories, how can we make it back there, back there I want to be there again

Messing with the journalists and telling stupid lies

They had a feeling that something was up

Because of the look in our eyes

In fact we didn't know what we were doing half of the time

We were so sure of ourselves and drove a long way through life

Memories make me want to go back there, back there

All the memories make me want to go back there, back there

All the memories, how can we make it back there, back there

I want to be there again

Now I got so many people that I got to look out for

I never know when I'll be called away to buy some food at the store

I can hear them babies crying and the lawn needs to be moved

I gotta get my groove on because I'm freakin bored!

Memories make me want to go back there, back there

All the memories make me want to go back there, back there

All the memories, how can we make it back there, back there

I want to be there again



FONTE:
http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/11/16/weezer-me-faz-querer-voltar-la/

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Paul McCartney apanha e dá a outra face desde os anos 60


Por ANDRÉ BARCINSKI

Paul McCartney tem 68 anos e, há meio século, ele é o maior astro pop do mundo.

Mas, apesar de toda a pressão da fama e dos conflitos, raramente se viu McCartney perdendo a esportiva. Ninguém é Sir à toa.

Philip Norman, autor de "Shout", uma das melhores biografias dos Beatles, descreve assim a personalidade de McCartney: "Paul, embora tão individualista quanto John, não possuía nada da rebeldia temerária deste. Tinha uma aversão profunda a toda agressão e confrontação aberta, preferindo dobrar os outros à sua vontade usando a simpatia, a diplomacia e a inocência por vezes enganosa de seus grandes olhos castanhos".

JOHN & YOKO

O momento mais marcante no processo de ruptura dos Beatles foi o romance entre John Lennon e Yoko Ono. No fim dos anos 60, Lennon passou a levar Yoko para o estúdio durante as gravações da banda. "O mais inacreditável era que, ao final de cada tomada de gravação, era para Yoko, não para Paul ou George Martin (produtor), que ele se voltava em busca de um comentário", escreveu Philip Norman.

Apesar dessa interferência rude no trabalho da banda, Paul tentou ser diplomático. Diferentemente de George Harrison, que insultou Yoko, acusando-a de "transmitir vibrações negativas". Lennon acusou McCartney de escrever "Get Back" para Yoko: "Toda vez que ele cantava 'Volte para o lugar de onde você veio', ele olhava para Yoko".

Depois do fim dos Beatles, Lennon não perdeu uma chance de achincalhar McCartney. Em 1971, lançou a rancorosa faixa "How Do You Sleep?" ("Como você dorme?"), um ataque direto a Paul, em que dizia: "Um rostinho bonito dura um ano ou dois" e "a única coisa que você fez foi 'Yesterday'".

Dois anos depois dessa briga pública, Lennon estava separado de Yoko e passando por um período difícil, afundado em álcool e drogas. E quem saiu em socorro do ex-parceiro e ajudou o casal a se reconciliar?

"Eu quero que o mundo saiba que foi uma coisa muito tocante o que Paul fez por John", disse Yoko. "Ele ouviu boatos de que John estava com problemas e ficou genuinamente preocupado com seu velho parceiro. John sempre dizia que não entendia por que Paul tinha feito isso por nós, mas ele fez."

A admiração de Yoko por Paul, entretanto, não durou muito. Certa vez, comparou Lennon a Mozart e McCartney a Salieri, o rival menos talentoso de Mozart. E quando McCartney pediu a Yoko que os créditos de algumas canções, como "Yesterday", fossem mudados para "McCartney/Lennon", ela recusou. "A princípio, ela concordou. Mas ligou algumas horas depois, mudara de ideia", disse McCartney.


MICHAEL

Outra megacelebridade com quem McCartney entrou em conflito foi Michael Jackson. No início dos anos 80, McCartney e Jackson gravaram juntos as músicas "Say Say Say" e "The Girl Is Mine". A parceria entre os dois tinha tudo para durar.

Até que McCartney casualmente contou a Jackson que estava ganhando muito dinheiro com edição musical. O ex-beatle, que havia comprado o catálogo das canções de Buddy Holly, disse a Jackson que a melhor maneira de faturar com música era comprar os direitos de edição de canções famosas.

Jackson não titubeou: em 1985, comprou por 47 milhões de dólares cerca de 200 músicas dos Beatles, vencendo o próprio McCartney, que também havia feito uma oferta. "Isso não está certo", disse McCartney, comentando o caso. "Toda vez que eu faço um show e toco 'Hey Jude', preciso pagar". Quando McCartney procurou Jackson, este respondeu: "Ah, Paul, mas são apenas negócios!".

Em 2008, para piorar um pouco as coisas, Michael Jackson lançou o "remix" de seu álbum mais famoso, "Thriller", e simplesmente apagou os vocais de McCartney da faixa "The Girl Is Mine", substituindo o ex-beatle por Will.I.am, do Black Eyed Peas.

Pouco mais de um ano depois, em junho de 2009, Jackson morreu. McCartney, sempre diplomático, foi só elogios ao ex-parceiro: "É muito triste e chocante. Me sinto privilegiado por ter conhecido e trabalhado com Michael. Ele era um menino-homem incrivelmente talentoso e com uma alma gentil".

HEATHER

Mas nenhum conflito de McCartney foi tão feio quanto seu divórcio da ex-modelo e ativista Heather Mills. Eles se casaram em 2002 e tiveram uma filha, Beatrice, em 2003. O relacionamento deteriorou rapidamente, e o casal se separou em 2006. Os detalhes da vida conjugal viraram um banquete para os tabloides sensacionalistas ingleses.

Logo após a separação, Heather Mills foi à imprensa e destruiu McCartney: culpou sua filha, a estilista Stella McCartney, pela separação, ameaçou divulgar fitas de McCartney em sessões de análise e acusou o marido de ser viciado em drogas e álcool.

Em março de 2008, um juiz de Londres concedeu o divórcio. Heather Mills saiu do tribunal com R$ 84 milhões.

Desta vez, ele desabafou, ainda que timidamente: "Não vai haver mais tumulto, nem caos, nem Heather. Enfim, eu tenho paz!".

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/832238-paul-mccartney-apanha-e-da-a-outra-face-desde-os-anos-60.shtml

Patti Smith ganha prêmio literário nos EUA


A roqueira Patti Smith estava entre as grandes vencedoras na cerimônia de entrega do Prêmio Nacional do Livro (National Book Awards) dos Estados Unidos na quarta-feira por seu livro de memórias "Só Garotos". Ela recebeu o prêmio às lágrimas e pediu que as editoras não deixem a tecnologia acabar com os livros tradicionais.

Tom Wolfe, autor de best-sellers como "A Fogueira das Vaidades", "Os Eleitos" e "O Teste do Ácido do Refresco Elétrico", venceu a medalha pela contribuição às letras norte-americanas.

Jaimy Gordon superou autores como Peter Carey e Nicole Krauss ao ganhar o prêmio na categoria de ficção por "Senhor de Misrule", publicada pela McPherson & Co.

A noite teve espaço para piadas sobre a condição atual da indústria editorial de livros, que está vivendo um período conturbado com o surgimento do mercado de livros eletrônicos.

Smith, uma cantora, compositora e poeta norte-americana de 63 anos, se emocionou ao receber o prêmio de não-ficção por "Só Garotos", sobre suas dificuldades durante a juventude e o relacionamento com o fotógrafo americano Robert Mapplethorpe.

"Não existe nada mais belo que um livro, o papel, a fonte, o tecido", disse Smith, cujo livro foi publicado pela Ecco, da HarperCollins. "Por favor, não importa o quanto avancemos tecnologicamente, por favor nunca abandonem o livro."

Wolfe, de 79 anos, um dos defensores do estilo "novo jornalismo" nos anos 1960, lembrou de seus primeiros trabalhos de reportagem e deu o conselho aos futuros romancistas: "Primeiro, deixe o prédio e depois sente para escrever."

O prêmio de poesia foi para Terrance Hayes por sua quarta coleção "Lighthead", da Penguin Books.

Kathryn Erskine venceu o prêmio de literatura para jovens, por "Mockingbird", publicada pela Philomel Books, da Penguin Young Readers Group.

Na lista de um dos prêmios literários mais importantes dos Estados Unidos estavam 13 mulheres entre os 20 finalistas. Segundo a Fundação Nacional do Livro norte-americana foi o maior número de mulheres indicadas na história da premiação. Cinco finalistas disputam cada uma das quatro categorias, e o vencedor recebe 10 mil dólares.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/832468-cantora-patti-smith-ganha-premio-literario-nos-eua.shtml

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Baixe o novo disco do Dissonantes


Em seu segundo registro oficial intitulado apenas “2”, os Dissonantes apresentam uma proposta diferente do primeiro disco (Cassino – 2008). Literalmente pesam a mão com uma sonoridade mais agressiva e fiel às atuais influências dos integrantes, mas sem esquecerem da receita que faz suas músicas não saírem da cabeça do público. Com a saída deAllan Woellner (teclados) em 2009, resolveram incorporar uma guitarra extra ao novo som e para isso chamaram Hermes Bruchmann.

LINK:
http://www.easy-share.com/1912981087/Dissonantes%20(Blog%20A%20Cena).rar

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Discos do Queen serão relançados


A banda Queen encerrou 40 anos de parceria com a gravadora EMI, com a qual trabalhou desde o início de sua carreira. O grupo assinou com a Universal Music Group e irá aproveitar as mudanças, e o aniversário de quatro décadas, que acontece em 2011, para lançar versões remasterizadas, repaginadas e com diversos conteúdos extras de seus 15 discos de estúdio.

Os cinco primeiros álbuns, Queen, Queen II, Sheer Heart Attack, A Night at the Opera e A Day at the Races, chegam às lojas em março. Os outros sairão aos poucos ao longo do ano (as datas ainda não foram definidas).

Sobre o assunto, o guitarrista Brian May declarou: "Estamos muito animados de, depois de todo esse tempo, embarcar em uma nova fase na nossa carreira - com uma nova gravadora - com novas ideias e novos sonhos".

FONTE:
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/discos-do-queen-serao-relancados/

sábado, 13 de novembro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO Nº 354


1) NIRVANA – OH THE GUILT
2) STROKES – YOU ONLY LI VE ONCE
3) NEVILTON – VITORIOSO ADORMECIDO
4) SABONETES – DESCONTROLADA
5) LOS HERMANOS – O VENCEDOR
6) THE HIVES – I HATE TO SAY I TOLD YOU SO
7) SYSTEM OF A DOWN – CHOP SUEY

8) METALLICA – WHISKEY IN THE JAR
9) KAISER CHIEFS - RUBY
10) ANACRÔNICA – ELES ME QUEREM ASSIM
11) ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA
12) BELLE AND SEBASTIAN – COME ON SISTER

13) GUNS N’ ROSES – LIVE AND LET DIE
14) QUEEN – CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE
15) TNT – EU NÃO SEI
16) CASCAVELLETES – MOTO
17) MAGAZINE – COMEU
18) AEROSMITH – WALK THIS WAY
19) OZZY OSBOURNE – MAMMA I’M COMING HOME

20) JOAN JETT - I LOVE ROCK AND ROLL
21) JÚPITER MAÇÃ – CALLING ALL BANDS
22) TEQUILA BABY – BALÃO NA BOCA
23) SUPERGUIDIS – SPIRAL ARCO-ÍRIS
24) MORDIDA – MALUCA
25) RED HOT CHILLI PEPPERS – ROAD TRIPPING
26) THE PAINS OF BEING PURE AT HEART – EVERYTHING WITH YOU
27) RAMONES – NO GO

Guns n' Roses gravará novo álbum em breve


O Guns N'Roses está se preparando para trabalhar em mais um álbum de inéditas. Em entrevista ao Artisan New Service, o guitarrista DJ Ashba revelou que os fãs não precisarão aguardar mais 15 anos (como foi o caso de Chinese Democracy, de 2008) para um novo disco.

"Estamos falando sobre isso agora", disse ele. "Estamos com uma série de ideias e será bom. Não demorará tanto [quanto o Chinese Democracy]. Prometo." Ele contou ainda que a banda está no início do processo de composição para o que será o sétimo álbum de estúdio da banda.

Considerando que o grupo ainda se encontra nos primeiros estágios de elaboração do álbum, obviamente ainda não há informação acerca de detalhes sobre o trabalho.

FONTE:
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/guns-n-roses-gravara-novo-album-em-breve/