sábado, 16 de outubro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO N° 350


1) ARCTIC MONKEYS – CRYING LIGHTNING
2) BIDÊ OU BALDE – BUDDY HOLLY
3) GIOVANNI CARUSO & O ESCAMBAU – AMOR EM SI BEMOL
4) MOPTOP – O ROCK ACABOU
5) KINGS OF LEON – RADIOACTIVE
6) SUPERGRASS – ALRIGHT

7) ANACRÔNICA – ELES ME QUEREM ASSIM
8) PATO FU – SONÍFERA ILHA
9) PLACEBO – YOU DON’T CARE ABOUT US
10) IDA MARIA – MORNING LIGHT
11) PELEBRÓI NÃO SEI – MAIS UM BLÁ BLÁ
12) SABONETES – HOTEL
13) PIXIES – WHERE IS MY MIND

14) SOUNDGARDEN – BLACK HOLE SUN
15) PEARL JAM – LAST KISS
16) NEVILTON – VITORIOSO ADORMECIDO
17) ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA – LADEIRA
18) RELESPÚBLICA – NUNCA MAIS (AO VIVO)
19) IGGY POP – THE PASSENGER

20) ROLLING STONES – SWEET VIRGINIA
21) NEIL YOUNG – THE UNKNOWN LEGEND
22) CACHORRO GRANDE – A ALEGRIAVOLTOU
23) CARTOLAS – MEU BEM E O ASSOVIO
24) INTERPOL - BARRICADE
25) BRANDON FLOWERS - CROSSFIRE

Baixe o disco do Anacrônica


Música boa nunca sai de moda

O cineasta François Truffaut (1932-1984) esperava duas coisas de um diretor: que fosse, de fato, um artista, e que tivesse ambição. “Deus e os loucos” (Independente, 2009), álbum de estreia do Anacrônica, cumpre as duas expectativas. Morda ou assopre, o rock muitíssimo bem tocado – e nunca diluído – pelo quarteto curitibano ainda vai além. O fim da década tem, enfim, sua trilha sonora urbana, graças a Sandra Piola (voz), Bruno Sguissardi (guitarra e voz), Marcelinho (baixo) e Marcelo Bezerra “Gordo” (bateria).

O primeiro single, “Eles me querem assim”, foi apresentado com destaque no programa de rádio Loaded, o mais respeitado da cena independente. O videoclipe já está pronto para rodar na MTV Brasil. As viagens para Sul e Sudeste começam a virar rotina para a Anacrônica. “Está acontecendo como a gente sempre imaginou, aos poucos, e em função do empenho da banda e da força dos nossos sonhos”, comenta Sandra. Os sonhos têm nomes. São as canções de “Deus e os loucos”, como “O que será”, “Um Adeus” e “Vestígios”, além da já clássica faixa-título.

O álbum tem riff, quebradeira, groove, refrão, e, principalmente, verdade. “Gravar este álbum nos transformou, tanto do ponto de vista artístico quanto pessoal”, admite Gordo. Da pré-produção à finalização, mais de um ano se passou. A ansiedade do Anacrônica só foi contida pela convicção do resultado. Coube ao rigor do produtor Tomás Magno (Detonautas, Skank, Terminal Guadalupe) ajudar o quarteto a equilibrar influências de Los Hermanos, Supergrass, Cardigans, Red Hot Chili Peppers, MGMT, Raul Seixas, Legião Urbana e Beatles, o consenso interno.

“Tudo foi feito com muito cuidado”, reforça Marcelinho. As participações especiais confirmam. O tecladista Henrique Peters, da nova formação dos Mutantes, e o pianista Angelo Neto, da banda curitibana Sexofone, colaboram no disco da Anacrônica. Ruth Varella, que já trabalhou para R. Kelly e Smashing Pumpkins, dirige os vocais e assina a co-produção do álbum, gravado no Nico’s Studio, em Curitiba; mixado na Toca do Bandido, no Rio de Janeiro; e masterizado no Classic Master, em São Paulo.

Maturação

Foram quatro anos de trabalho duro até a banda chegar ao ponto de maturação de “Deus e os loucos”. Os curitibanos Bruno, Marcelinho e Marcelo Bezerra já tocavam juntos desde 2001, quando os dois últimos ainda tinham 14 anos. “Na época, me criticaram muito por tocar com dois guris”, lembra o guitarrista, ex-integrante do lendário grupo local Extromodos. Sandra, psicóloga, paulista de Garça, veio buscar a sorte em Curitiba e achou. Conheceu o trio por freqüentar os mesmos lugares. Em 2005, entrou para a Anacrônica. O resultado do processo criativo de lá para cá é apresentado no álbum que foi lançado no dia 5 de junho, no Jokers Pub Cafe, em Curitiba.

LINK:
http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/anacronica

Nova Rolling Stone nas bancas


Edição 49

Edição de Aniversário 4 Anos:

Wagner Moura - A Intimidade do Astro de Tropa de Elite 2; O que o Mundo Pode Esperar do Sucessor de Lula; Chuck Berry; Anderson Silva; Rush; e mais

Tom Morello pede para brasileiros apoiarem Dilma


O guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, declarou em seu perfil no Twitter que "Dilma Rousseff é uma candidata para os pobres, a classe trabalhadora e os jovens. É minha esperança que o povo jovem do Brasil a apóie".

O engajado músico esteve no Brasil esta semana para se apresentar com o RATM no festival SWU e se manifestou mais duas vezes a respeito de sua passagem pelo país no microblog. Primeiro escreveu: "Obrigado por fazer a gente se sentir tão bem-vindo".

Ele também comentou na sua conta no Twitter a polêmica acerca da interrupção da exibição do show no canal Multishow, da Rede Globo. Muitos atribuíram o corte ao fato de a banda demonstrar seu apoio ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra: "Eu soube que a emissora cortou a transmissão quando coloquei o boné do MST. Isso quer dizer que estamos ganhando", contou o artista. Na mesma apresentação, o vocalista Zack de la Rocha dedicou a música "People of the Sun".

FONTE:
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/tom-morello-pede-para-brasileiros-apoiarem-dilma-roussef/

Keith Richards diz em livro que Mick Jagger ficou "insuportável"


Por ANNA YUKHANANOV

O guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards diz em sua nova autobiografia que Mick Jagger se tornou insuportável com o passar dos anos e revela que chama o autoritário vocalista da banda de "Vossa Majestade" ou "Brenda".

O livro de memórias é repleto de referências a outras celebridades, desde Johnny Depp a John Lennon, mas é a dinâmica espinhosa entre Richards e Jagger que domina o volume de 527 páginas, que será publicado em fascículos no jornal The Times.

Richards, 66, conheceu Mick Jagger aos quatro anos de idade. Ele diz que não põe os pés no camarim de Jagger há 20 anos.

"Foi no início dos anos 1980 que Mick começou a ficar insuportável", escreve Richards na autobiografia "Life", que lhe valeu um adiantamento de US$ 7,7 milhões, após uma enorme briga de lances entre diferentes editoras.

Keith Richards e Mick Jagger foram dois dos membros fundadores dos Rolling Stones, em 1962, e compuseram os sucessos da banda, levando o grupo a ter vendas de mais de 200 milhões de álbuns em todo o mundo.

"Às vezes penso: 'sinto saudades de meu amigo'", escreve Richards. "Me pergunto: 'Para onde ele foi?'".

Mas o guitarrista disse ao Times que seu colega de banda leu o livro e pediu que fosse tirada apenas uma coisa: uma referência ao fato de Jagger ter um treinador de voz.

Richards se recusou, dizendo: "Estou tentando contar a verdade".

Com relação a Jagger, ele acrescentou: "Já tivemos nossas desavenças, mas quem não tem? Você tenta manter uma coisa unida por 50 anos", acrescentando que a banda estuda a possibilidade de sair em turnê outra vez.

"Acho que vai acontecer. Bati um papo com... Sua Majestade. Brenda."

A turnê mais recente dos Stones terminou em agosto de 2007, provocando as especulações de praxe sobre a possibilidade de não haver outras futuras.

VIDA REPLETA DE GRANDES NOMES

Keith Richards fala com igual franqueza sobre outras celebridades. Ele conta que durante muito tempo não reconheceu Johnny Depp, mesmo depois de o ator indicado ao Oscar ter passado um tempo com seu filho por dois anos.

"Então, um dia, ele estava conosco no jantar, e eu disse 'Epa! É o Mão de Tesoura!".

Depp, que fez o papel-título no filme "Edward Mão de Tesoura", de 1990, atribui a Keith Richards a inspiração para seu personagem Capitão Jack Sparrow nos filmes "Piratas do Caribe", e os dois estão no momento rodando o quarto filme da série, em que Richards retoma seu papel de pai de Jack Sparrow.

Richards também inclui algumas observações mordazes sobre John Lennon: "Johnny. Um tolo babaca, sob tantos aspectos", escreve. "Acho que John nunca saía de minha casa, exceto em posição horizontal."

Ele descreve como encontrou Lennon deitado ao lado da privada, dizendo: "Não me movam -- esses azulejos são lindos."

O próprio Richards é célebre por seu apetite insaciável por drogas, embora tenha aberto mão da heroína em 1978, após a quinta vez em que foi preso por uso de drogas, e tenha parado de usar cocaína depois de uma queda em Fiji, em 2006, o ter obrigado a passar por uma cirurgia cerebral.

O guitarrista disse que não se arrepende de suas façanhas.

"Eu adorava uma boa 'viagem'. E, se você continua acordado, você entende as canções que as outras pessoas deixam de curtir porque estão dormindo."

Durante sua época de viciado, nos anos 1960 e 1970, ele passou uma década na "Lista de Pessoas Com Mais Chances de Morrer".

"Bem, não estou colocando a morte em minha agenda", disse ele ao Times. "Não quero encontrar meu velho amigo Lúcifer por enquanto."

"Life" será lançado em 26 de outubro.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/815090-keith-richards-diz-em-livro-que-mick-jagger-ficou-insuportavel.shtml

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

No Age: barulhinho bom!


"Everything in Between" é o terceiro disco da dupla No Age. De Los Angeles, o No Age faz algo como um punk de garagem. Rodaram em turnê com o Sonic Youth, o que é uma boa credencial...

TRACKLIST:

1. Life Prowler (2:35)
2. Glitter (3:46)
3. Fever Dreaming (3:47)
4. Depletion (3:15)
5. Common Heat (2:25)
6. Skinned (2:33)
7. Katerpillar (1:28)
8. Valley Hump Crash (3:50)
9. Sorts (2:56)
10. Dusted (2:41)
11. Positive Amputation (2:50)
12. Shed And Transcend (3:18)
13. Chem Trails (2:54)

LINK:
http://www.fileserve.com/file/KsukRKE/No_Age-Everything_In_Between-2010-FNT.rar

"Somos anti-rock and roll", diz guitarrista do Pixies


Por BRUNO YUTAKA SAITO

A história do rock está repleta de azarados. Os "quase famosos" são uma vertente à parte. O mais famoso deles, o baterista Pete Best, saiu dos Beatles antes de a banda estourar. Hoje, o festival SWU recebe outro célebre representante dessa turma.

Ainda que reis do mundo alternativo, os norte-americanos dos Pixies serão sempre lembrados pelo grande público como "a banda que inspirou Kurt Cobain na criação de 'Smells like Teen Spirit' mas nunca ganhou muito dinheiro com isso".

A música, "o" hit dos anos 1990, impulsionou o último furacão na indústria fonográfica antes da era dos downloads ao superar nas paradas o então imbatível Michael Jackson e abrir espaço para o rock de garagem.

"Eu estava basicamente tentando copiar os Pixies", disse Cobain (1967-1994) à revista "Rolling Stone".

Enquanto o Nirvana vendia milhões de discos e se tornava uma das bandas mais populares do planeta, os Pixies lançavam discos elogiados pela crítica, mas naufragavam entre brigas internas e pelo desânimo de não "acontecerem". Encerraram as atividades em 1993.

"Não! Não, imagina!", responde rápida e enfaticamente o guitarrista do Pixies, Joey Santiago, 45, quando questionado se sente ciúmes do sucesso alheio.

"Como poderia sentir ciúmes? Como posso explicar.... Eu diria que nós ficamos à parte. Éramos um bando de esquisitos sem graça para a molecada", diz Santiago.

"Nós éramos muito honestos para não sermos do nosso jeito. Até hoje somos anti-rock and roll. Até nossos roadies aparentam ser mais roqueiros. Até nossos fãs são mais roqueiros!"

CULTO

O passar dos anos, no entanto, fez bem ao grupo. Viraram "cult", assim como Velvet Underground e Stooges, grupos que não atingiram sucesso comercial em seus dias, mas inspiraram inúmeros seguidores.

Weezer, Blur e Radiohead, além de vários outros que nunca saíram das garagens, devem algo aos Pixies. Foi a banda de Frank Black, Joey Santiago, Kim Deal e David Lovering quem tornou marca registrada a fórmula musical "parte calma/ parte pesada/ parte calma".

"Fico surpreso em ver nossa influência. Mas não foi por acaso. Trabalhamos duro para isso. Ensaiávamos o tempo todo", diz Santiago.

Em 2004, o Pixies resolveram voltar à ativa. Chegaram a tocar no Brasil, em Curitiba. Esta é a segunda vez deles no Brasil, a primeira em SP.

"Por que voltamos? Foi apenas porque teve interesse por parte do público. Foi uma correria para nos ver tocar", diz Santiago. O grupo, que não chegou a gravar disco novo, nunca escondeu que dinheiro foi uma das motivações para o retorno.

Atração do palco que terá tatuados, como Gloria e Incubus, os Pixies podem parecer ETs para o público mais jovem. Serão três tiozinhos e uma tiazinha que não se mexem muito no palco, com roupas "normais", daquelas de lojas de departamentos, a tocar músicas sobre OVNIs, alienígenas, Velho Testamento e temas surreais.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/812908-somos-anti-rock-and-roll-diz-guitarrista-do-pixies.shtml