terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vocalista do Aerosmith vai lançar single solo


O vocalista da banda Aerosmith, Steven Tyler, declarou em entrevista ao site Tokyograph que vai lançar seu primeiro single solo no dia 24 de novembro deste ano. A música, "Love Lives", será usada como tema do filme japonês "Space Battleship Yamato".

No ano passado, o vocalista ameaçou deixar o Aerosmith após uma série de brigas que tinham a ver com o seu retorno às drogas. O grupo chegou a cancelar a turnê após Tyler cair do palco e quebrar o ombro durante um show em Dakota do Sul.

No entanto, Tyler se internou em uma clínica de reabilitação e, desde que voltou à ativa, mostra que nunca esteve tão bem.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/801914-steven-tyler-vocalista-do-aerosmith-vai-lancar-single-solo.shtml

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma Noite em 67


Por TÚLIO BRAGANÇA

Um festival de música popular brasileira nos anos 60 era muito mais do que só canções, cantores e melodias. Com a ditadura forte como nunca por aqui, a explosão do rock lá fora (com a turma de Beatles e Rolling Stones) e o aparecimento na mesma época de tantos artistas que marcariam gerações brasileiras, Uma Noite em 67 (Videofilmes/Rede Record) foi uma baita de uma noite.

O documentário retrata todos os detalhes daquele 21 de outubro de 1967, quando a Rede Record realizou no Teatro Paramount (SP) o 3° Festival de Música Brasileira. O que era para ser um simples programa de TV, com preocupações normais com audiência e produção, acabou se tornando um marco na música brasileira.

No mesmo palco, competindo, estavam Roberto Carlos, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Sérgio Ricardo e Os Mutantes. O que estava em disputa não era apenas o primeiro lugar no festival, mas sim os rumos da própria música nacional.
De um lado estavam Caetano e Gil com suas ideias inovadoras e tropicalistas, usando guitarras e a força do rock. Eles batiam de frente com a turma mais conservadora e purista, que dizia que guitarra era coisa de gringo e a música brasileira não poderia ser contaminada por isso. Correndo por fora havia a turma jovem da Jovem Guarda e do iê-iê-iê e um Chico Buarque que confessa no filme ter se sentido sozinho no meio de tudo isso.

Com imagens da época misturadas aos depoimentos de hoje daqueles que participaram, Uma Noite em 67 é o retrato de uma geração musical nunca antes visto no Brasil. São detalhes, músicas, bastidores e até mesmo uma autocrítica dos músicos que ajudaram a transformar melodias e harmonias nacionais em um ícone do país em todo mundo. Desde o organizador do evento – dizendo que ele via o festival como uma novela onde era preciso ter o mocinho, o bandido, o pai da noiva – a jurados – confessando que foram idiotas por participar de uma marcha contra a guitarra elétrica – o documentário mostra todos os personagens daquela mítica noite, inclusive o público ativo e um tanto quanto intolerante não se atendo somente aos músicos.

E há também Caetano Veloso, ao violão, tentando hoje se lembrar como se tocava “Alegria, Alegria”; Chico Buarque sentindo saudade da beleza da juventude e esboçando a letra de “Roda-Viva”; Gilberto Gil confessando o ataque de pânico que teve antes de entoar “Domingo no Parque”; e Sérgio Ricardo dizendo que não se arrependeu de ter brigado com o público e quebrado um violão em um ataque de fúria.

Hoje praticamente não importa mais qual canção saiu em primeiro ou ficou em quinto lugar naquele festival, mas sim que toda a música brasileira saiu ganhando. E com certeza nunca mais foi a mesma.

FONTE:
http://www.mondobacana.com/filmes-setembro-2010/uma-noite-em-67.html

Rolling Stone: lista das melhores músicas sobre sangue


Na sexta-feira, inspirados pelo machucado sofrido por Bret Michaels durante a premiere de True Blood na HBO, a revista Rolling Stone americana perguntou aos seus leitores qual seria a sua música favorita sobre sangue.

Depois de contar os votos, a música "It's All Right, Ma (I'm Only Bleeding)" de BOB DYLAN venceu a votação, ficando na frente de bandas como PEARL JAM, Black Sabbath e AC/DC.

As 15 mais votadas podem ser vistas abaixo:

1. Bob Dylan – “It’s All Right, Ma, (I’m Only Bleeding)”
2. U2 - “Sunday Bloody Sunday”
3. Red Hot Chili Peppers – “Blood Sugar Sex Magik”
4. Black Sabbath – “Sabbath Bloody Sabbath”
5. Pearl Jam- “Blood”
6. AC/DC - “If You Want Blood (You’ve Got It)”
7. Alice Cooper – “Only Women Bleed”
8. Elton John – “Funeral For A Friend/Love Lies Bleeding”
9. The Rolling Stones – “Let It Bleed”
10. Pixies – “I Bleed”
11. Linkin Park – “Bleed It Out”
12. Slayer – “Raining Blood”
13. Alice In Chains – “Bleed the Freak”
14. Foreigner – “Hot Blooded”
15. Michael Jackson – “Blood on the Dance Floor”.

FONTE:
http://whiplash.net/materias/melhores/090922-bobdylan.html

Radiohead terminou de gravar músicas de novo álbum


O baixista do Radiohead, Colin Greenwood, declarou em entrevista à revista "Index On Censorship" que a banda já terminou de gravar mais um grupo de músicas para seu novo álbum, que deve ser lançado até o final do ano.

Ainda segundo Greenwood, a banda está pensando em uma nova maneira de lançar o disco digitalmente.

"Parece que ficou mais difícil ter música de um jeito tradicional, em um objeto físico como o CD, e ao invés disso a música parece a prima pobre dos programas, ouvidas em streaming ou trancafiadas em um dispositivo como um telefone ou um iPod", escreveu o músico.

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/801251-radiohead-diz-que-ja-terminou-de-gravar-musicas-de-novo-album.shtml

sábado, 18 de setembro de 2010

PROGRAMA EDIÇÃO N° 346


1) THE DRUMS – LET’S GO SURFING
2) THE PAINS OF BEING PURE AT HEART – EVERYTHING WITH YOU
3) RELESPÚBLICA – GAROA E SOLIDÃO (AO VIVO)
4) MORDIDA – TOKYO
5) RED HOT CHILI PEPPERS – CAN’T STOP
6) FOO FIGHTERS – BREAKOUT

7) B 52’S – ROCK LOBSTER
8) THE CLASH – SHOULD I STAY OR SHOULD I GO (AO VIVO)
9) CINDY FEIJÃO – ONDE ESTÃO OS ANJOS
10) TEQUILA BABY – FALA DEMAIS
11) IRA! – CHORANDO NO CAMPO
12) VAMPIRE WEEKEND – A-PUNK
13) FLAMING LIPS – SHE DON’T USE JELLY

14) QUEEN – BOHEMIAN RAPSHODY
15) R.E.M. – MAN ON THE MOON
16) CARTOLAS – PARTIDO EM FRANJA
17) SABONETES – DESCONTROLADA
18) REPLICANTES – NICOTINA

19) TALKING HEADS – PSYCHO KILLER
20) JÚPITER MAÇÃ – CALLING ALL BANDS
21) SUPERGUIDIS – RETARDADO (ACÚSTICO)
22) LOBÃO – BLÁ BLÁ BLÁ EU TE AMO (ACÚSTICO)
23) LEMONHEADS – THE GREAT BIG NO
24) INTERPOL – ROLAND
25) PIXIES – BIRD DREAM OF THE OLYMPUS MONS
26) CACHORRO GRANDE – O CERTO E O ERRADO

Novo disco do Weezer


Depois de uns disquinhos bem chatos, o Weezer volta à velha forma. "Hurley", o novo disco, também é o primeiro da banda a ser lançado pela gravadora Epitaph, a mesma que deu ao mundo nomes como Offspring, Rancid, NOFX, Bad Religion e mais um monte de bandas legais... E, sim, o gordinho aí da capa é o gordinho da série LOST.

TRACKLIST:
1. Memories 3:16
2. Ruling Me 3:29
3. Trainwrecks 3:21
4. Unspoken 3:00
5. Where’s My Sex? 3:28
6. Run Away 2:55
7. Hang On 3:33
8. Smart Girls 3:10
9. Brave New World 3:56
10.Time Flies 4:04
11.All My Friends Are Insects 1:53
12.Viva La Vida 4:06
13.I Want To Be Something 2:56
14.Represent (Rocked Out Mix) 4:12

LINK:
http://modemdownloads.net/cd-weezer-hurley-deluxe-edition/

Restart é rock de verdade


POR ANDRÉ FORASTIERI

O Restart ganhou tudo no VMB 2010. Parabéns. Explicação: ganhou porque é rock de verdade. Rock é tudo aquilo que um jovem ama e seus pais desprezam. Pode ser um corte de cabelo, um tipo de roupa, um grupo de amigos, até música, e preferencialmente tudo junto.

Rock é rebelião adolescente. Arte, poesia, sucesso, “tocar bem” etc. são outros papos, e irrelevantes. Esses dias um camarada me cumprimentou por explicar neste blog por que essas bandas tipo Restart, Cine etc. são o verdadeiro rock de 2010, e não os alternativos que tocam em festivais, muito menos os tiozinhos dos anos 80.

Horas depois, duas colegas de trabalho na casa dos vinte e poucos me contavam de shows que viram dos Titãs, Paralamas, um tributo a Legião Urbana. Fiz cara de comigo não, violão.

Mas Forasta, você não gosta disso? Daquilo? Daquele outro? Hmm, não. Me rendo ao Capital Inicial, a única banda de sua geração ainda relevante, e falando com jovens, não sessão nostalgia para quarentões.

E disse isso para o Dinho um ano e tanto atrás. Mas não ouço Capital, não é e nunca foi para mim. A amiga me contou que viu um show dos Paralamas terrivelmente desanimado, o público sentado em mesas.

Eu, que me lembro dos Paralamas quando eram pra pular, achei estranhíssimo. Horas depois, na mesa de bar, a piada politicamente incorreta: só porque o Herbert não pode mais levantar, todo mundo tem que assistir o show sentado?

Hei, vibrei com Cabeça Dinossauro, e Camisa de Vênus, e Selvagem!, e, vá lá, me dá um apertinho no coração se esbarro com “Índios” na rádio. Os roqueiros mais velhos, irmãos dos meus amigos achavam tudo uma porcaria, porque mal tocado - bom era rock progressivo, Genesis, Yes etc.

Eram bandas formadas por pessoas ligeiramente mais velhas, só o suficiente para eu estar na plateia e eles no palco, e muitas vezes palquinhos minúsculos. Não são da minha geração - compartilham com jornalistas um tico mais velhos, alguns bons amigos meus. E isso explica muita coisa.

Os cinco anos que me separam da geração 80 do rock brasileiro, e da geração de jornalistas de cultura e/ou música equivalente, são uma vala intransponível. Esses caras passaram a adolescência, o colegial, nos anos 70, na ditadura militar.

Ser do contra era gostar do que seus pais, e os milicos, não gostavam - ser ripongo, de esquerda (mas não do PC; Libelu era a opção mais descolada; assunto para outro dia), tomar chá de cogumelo e, se interessados por música brasileira, idolatrar e emular Caetano e Gil, que na época não faziam sucesso.

Sério. Caetano e Gil eram artistas “alternativos” na segunda metade dos 70. Os anos de relevância da Tropicália iam longe. Os sucessos radiofônicos eram memória distante.

A chave só virou em 1979/1980, com o reempacotamento de Caetano e Gil, e também Rita Lee, Cor do Som etc. para as novas gerações.

Bem, em 1980 eu fiz 15 anos, e troquei Beatles e Pink Floyd e KC & The Sunshine Band por B-52's, Devo, Tom Petty, Clash etc., e nenhum artista brasileiro falava comigo, muito menos esses baianos cabeludos.

Nunca confie num hippie, era o slogan punk, e eu era só um molequinho piracicabano, mas comprei essa de coração. Música brasileira 1980-1985 era o que eu assistia no Cassino do Chacrinha e boa.

Claro que o rock dos anos 80 produziu boas canções e momentos de reverberação cultural. Mas nunca me pegaram pelas tripas. O que me facilitou muito a vida quando “militei” no jornalismo musical, Folha e Bizz e General, 1988-1995.

Eu não era da turma, e me sentia muito à vontade para caçoar das bandas, com a crueldade gratuita de quem não quer ser aceito. Em toda a geração 80 do rock e do jornalismo cultural se vê essa marca dos 70.

Nem Renato Russo você curte, perguntou minha colega de trabalho. Depois de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo? Nem Cazuza e Lobão? Não.

Existe ótima música no Rio, mas não rock, porque no Rio não há ruptura - tudo é absorvido organicamente, cooptado e perfumado para divertir a corte.

Pensei por pouco tempo que talvez tivesse encontrado minha geração aos 25, 27 anos, com a chegada à cena dos Raimundos, Skank, Nação Zumbi etc. Durou pouco.

Depois que vi Gil em 1995, aliás em um VMB, arrotando que tinha descoberto o Mangue Beat, e Chico Science sorrindo ao lado, aquiescendo, baixando a cabeça...

Essa vala geracional intransponível que me separou do rock dos 80 existe também entre as teens doidas pelo Restart e minhas colegas de trabalho de vinte e poucos. Impossível o diálogo.

Apedrejar o Restart - ou Elvis, os Beatles, o RPM ou Luan Santana - pela paixão de suas fãs é inútil. O Restart é a rebelião adolescente do momento.

Se você não é mais adolescente, o problema é seu. Cinco anos me separam da geração rock 80. São irmãos mais velhos, com outro jeito de se rebelar, que me diz pouco, e que questiono automaticamente.

Não discuto talento, vendas, a letra melhor ou pior, a melodia; nem que eles tenham dito - e digam, muito a muitas pessoas.

Falo de viver e sentir. Meu coração vibra em três acordes.

FONTE:
http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/09/17/restart-e-rock-de-verdade/